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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Transformers: Uma Máquina Para Porcos | Capítulo 01

"Aquele que faz de si próprio uma besta se livra da dor de ser humano!"

-Pai? Papai, por favor...não me machuque.
-Optimus, OPTIMUS!!!

Transformers: Uma Máquina Para Porcos.

Mas...o que aconteceu? Quanto tempo eu fiquei desligado? O que foi aquele barulho? Alguém me chamando...o que era aquela máquina?...eu...não sei o que está acontecendo comigo mas...é algo estranho, cabuloso, não. De novo não. De novo Grimmy e o lago Tenebris, de novo não...o que é isso? Uma carta?

21 de Junho de 2009
Nos meus sonhos, vejo um homem, vestido com peles de jaguar e emplumado como um santo veterano de guerra. O Que veio do coração nos ungí, exterminou o mal sobre seus pés e libertou a todos nós. O Calor fétido da floresta refletia em algum lugar na parte traseira de minha cabeça. Minha têmpora lateja, meu sangue ferve em meu crânio. Parece que há algo vivo dentro dele; um rato. Um maldito rato roendo meu cérebro, comendo as barreiras que o separam do resto do mundo. Nem o Láudano matará sua fome insaciável. Ouço Arcee e Ratchet no sótão, mais isso me enche de terror, não de amor. Que pensamentos desesperados são esses?

Me lembro desse sonho...era cabuloso, témulo. Não gostava quando Arcee e Ratchet ficavam no sótão. Eu tinha medo, pavor. O que eu posso fazer agora? Vou tentar sair e pegar um ar, agora que acordei, nem lembro quando foi a última vez que dormi. Enfim...

-Optimus? Optimus! Nos encontre!

O Que é isso? Arcee me chamando...depois que acordo nessa casa, nesse silêncio que a ronda, sem meus companheiros, todo esse silêncio que ronda...estou assustado, muito assustado, mais Arcee me chama e eu devo ir lá ver o que ela quer!

Quando eu entro em um dos banheiros da casa, me lembro, quando eu e Arcee tomávamos banho juntos, era só nos dois, na quietude do lugar, lá nós dois namorando...e no silêncio...no silêncio...como está agora...no silêncio...

Entro em uma das salas e me recordo de algumas coisas do que aconteceu...antes do coma.

-Segurei a mão dele, e vi...a poça de sangue nas suas pernas...você teve tempo de ver uns, mais não outros. Não se preocupe Arcee...ficará tudo bem.

Toda vez que vou em uma sala, acho uma cabeça de porco...mais...o que isso tem a ver com o que realmente quero? Quando eu subo em um dos andares...eu posso ouvir a voz de Arcee...mas...por que as luzes começam a piscar?

-Optimus, por aqui!

Quando eu subo as escadas, chego em um andar, um andar escuro e sombrio. E uma porta se abre, bem atrás de mim. Eu fico paralisado no começo, mais resolvi entrar. Quando entro eu ouço como se fosse um violino rasgando-se entre as notas, mais o que foi isso? Por que eu encontro máscaras de porcos aqui? Bom, aqui está o quarto de Arcee e me lembro bem, quando ela era criança, e claro, eu também, dormiamos no mesmo quarto, no sótão, mais...onde será que ela está agora?

Perto do meu escritório, tinha uma alavanca que eu puxei. Era o sótão. Fui devagar até lá.

-Optimus, um homem mal está vindo.

Quando olhei no nosso antigo quarto, eu juro que tinha visto um vulto. Quando eu achei a lanterna...o que??? Um vulto...de alguém correndo? Mas...quem correu? Arcee? Eu...estou vivendo as mesmas coisas de que quando eu estava lá no lago Tenebris, esperando por qualquer coisa.

Fui na direção que vi um vulto e encontrei uma caixa e um tipo de abertura. E Em cima, mais uma das máscaras de porco. Eu retirei a caixa e passei pelo buraco. Lá tinha um urso e alguns brinquedos e junto deles uma carta.

Diário de Arcee, 11 de Outubro de 2009
Optimus disse que não teria natal este ano, pois ele está muito ocupado. A Babá do nosso filho Zeta disse para eu não perturba-lo, pois ele está sempre muito ocupado. Ele vai trabalhar antes de me acordar e geralmente estou dormindo quando ele volta. Encontrei no jardim um passarinho com a asa quebrada e o levei para a babá de Zeta. Ela disse que ele era imundo e bateu nele com um rolo de massa. Depois disso, eu tive que demiti-la, não pude fazer outra coisa. O que ela fez foi muita covardia e Optimus, nem se importa mais comigo, não era como antes, nos tempos do Lago Tenebris...Enterrei o passarinho no andar de baixo enquanto todos estavam dormindo. Tinha um porco no jardim. Ele estava cheirando tudo. Foi quando Optimus acordou e disse para eu ir entrar. Parecia que ele estava bravo, mais eu vi que estava saíndo lágrimas de seus sensores óticos.

Passarinho...o que Arcee estava tramando? Eu...preciso saber. Aquela caixa, com a abertura, entrei nela e ouvi o doce som da voz da minha Arcee.

-Estou aqui, Optimus. Estou escondida.

Quando eu passava para ver onde Arcee estava, uma caixa caiu. Eu a empurrei até parar em uma vala e lá tinha mais máscaras de porco. Por que tem tanta máscara....espere! Arcee achou um porco no jardim. Será que isso tem a ver com essas máscaras? Não...claro que não.

Entrei em nosso antigo quarto, olha só...nossos berços, nossos brinquedos...eu ouvia barulhos estranhos...pareciam choros...será que é de nosso amado Zetinha? E por falar nisso, onde está Zeta Prime? Não o vi desde que acordei...bom, for fim das dúvidas, vou procurar os dois.

Entrei no nosso quarto, onde eu e Arcee dormimos. Do lado da nossa cama, está o berçinho do Zeta. Onde eles foram parar? Fui ver algumas gavetas e achei mais uma carta.

14 de Fevereiro de 2009
Sim, ele disse, conheço essas ruínas.

Ele era um rapaz maltrapilho, todo comido por uma doença fétida. Percebi que ele estava me olhando de forma estranha, como se quisesse muito saber como eu sabia sobre eles. Lutando contra a sensação de dar-lhe um golpe nos ouvidos, pelo atrevimento, simplesmente sorri e disse a ele que a minha biblioteca da minha família continha livros de viagens intrigantes. O Iliterato, parvo, obviamente não entendeu. De qualquer modo, ele concordou em nos guiar. 

Eu disse á Arcee que seria uma aventura extraordinária. Se as pedras antigas tivessem os benefícios financeiros que prevejo, serão as primeiras de muitas!

Quando eu comecei a descer as escadas que tinham lá, eu começava a ouvir a voz de Arcee e o choro de Zeta.

-Optimus...

Arcee, minha linda e doce Arcee...quando eu descia as escadas, eu ouvia um piano, tocava uma música doce e tranquila, mais ao mesmo tempo, sombria e inquieta. Quando eu andava, pela sala, achei um gravador. Parece que tem algo gravado nele.

-Você se importaria se eu gravar? Acho que é útil. Ah, então você tem um materville não é? Eles são maravilhosos. Não, claro que não. Eu mesmo que criei. Todos os outros também. Bom mais mudando de assunto, você sabe por que a Guarda de Elite me mandou aqui?

A Gravação acabou. Eu fui para o meio da sala e O QUE??? TERREMOTO??? MAIS O QUE ESTÁ ACONTECENDO???ENTRA DE BAIXO DO PIANO!!! Mais...o que foi isso? Bem...continuando, tem uma porta do lado direito e eu vou até ela. Não me recordo o que tem nela, e o relógio aqui da sala continuava a tocar então...eu vou avançar até o corredor.

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